Necessito escrever algo que não sei,
A possibilidade de não o fazer me sufoca.
Qualquer coisa que caiba aqui, além de mim, que já sinto o
claustro desde o fim da madrugada.
Estou triste, e sinto a necessidade de assim permanecer.
Não há diálogo efetivo; Não há diálogo afetivo.
Ante a imagem no espelho, infiel aos traços reais, só há
silêncios.
Desses externos a si, acumulados ao longo das vidas -
Sete vindas - felinas e decadentes.
Paciência, mulher! Só te cabem as curvas de teu corpo!
Sorria enquanto ser palpável ainda te resta ser, pois tuas
abstrações são imorais, como o odor que carrega consigo, de mulher
desvirginada.
Independente da música que toca,
Tu te tocas como se a mais bela fosse!
E deixas as mãos desenharem a submissão em tua carne,
Cada pecado pelo qual tu foste condenada, cada bruxa contida
em ti.
Mal sabem eles que o fogo torna-te, cada vez mais,
parte da natureza,
E toda vez que atinges o êxtase torna-te livre.
Essa energia infiltra-se em mim,
Que sinto com as mãos doutras,
Não podendo haver dissociação.
Sou a parte viva que quer morrer.