sábado, 21 de dezembro de 2013

Últimos gritos



Necessito escrever algo que não sei,

A possibilidade de não o fazer me sufoca.

Qualquer coisa que caiba aqui, além de mim, que já sinto o claustro desde o fim da madrugada.

Estou triste, e sinto a necessidade de assim permanecer.

Não há diálogo efetivo; Não há diálogo afetivo.

Ante a imagem no espelho, infiel aos traços reais, só há silêncios.

Desses externos a si, acumulados ao longo das vidas -

Sete vindas - felinas e decadentes.

Paciência, mulher! Só te cabem as curvas de teu corpo!

Sorria enquanto ser palpável ainda te resta ser, pois tuas abstrações são imorais, como o odor que carrega consigo, de mulher desvirginada.

Independente da música que toca,

Tu te tocas como se a mais bela fosse!

E deixas as mãos desenharem a submissão em tua carne,

Cada pecado pelo qual tu foste condenada, cada bruxa contida em ti.

Mal sabem eles que o fogo torna-te, cada vez mais, parte da natureza,

E toda vez que atinges o êxtase torna-te livre.

Essa energia infiltra-se em mim,

Que sinto com as mãos doutras,

Não podendo haver dissociação.

Sou a parte viva que quer morrer.